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BASTIDORES DE REVEILLON

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Luana Piovanni e o diretor Fábio Mendonça no set de filmagem de Reveillon, a nova produção que a O2 realiza em seus estúdios em Cotia.

 

O filme é uma comédia que tem como inspiração a peça O Banheiro de Pedro Vicente e a ação transcorre durante uma festa de final de ano.

 

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O ator Marcos Palmeira e a produtora executiva e sócia diretora da O2, Andrea Barata Ribeiro, na diária de filmagem de 15 de Abril. Também aparecem a figurinista Andrea Simonetti e o maquiador André Anastácio.

 

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REVEILLON - INÍCIO DAS FILMAGENS

Dia 14 de abril no estúdios da O2 em Cotia começaram as filmagens do novo longa Reveillon, dirigido por Fabio Mendonça.

 

O filme tem direção de fotografia de Marcelo Trotta e arte de Cassio Amarante, e tem no elenco Marcos Palmeira, Luana Piovani, Júlia Rabello, Paulo Tiefenthaler, Taumaturgo Ferreira, Tony Tornado, Anselmo Vasconcelos, Martha Nowill, João Vicente Castro, Daniel Furlan e Juliano Enrico.

 

Reveillon é uma comédia baseada na peça O Banheiro, de Pedro Vicente. Tem roteiro de Claudia Jouvin. Além das cenas em estúdio, o filme será rodado em locações na cidade de São Paulo.

 

Acompanhou o início das filmagens no estúdio a produtora executiva e sócia-diretora da O2 Andrea Barata Ribeiro.

 

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Na foto, o diretor Fabio Mendonça e a produtora Andrea Barata Ribeiro.

239 visitas
PRÊMIO ABC 2014

A Associação Brasileira de Cinematografia anunciou as produções indicadas para o Prêmio ABC 2014 que serão escolhidas, para a premiação, pelos mais de 300 profissionais do audiovisual que compõem a entidade. A premiação será no próximo dia 10 de maio.

 

Produções da O2 e outras que contaram com serviços da produtora estão entre os selecionados na categoria longas-metragens, que concorrem aos prêmios melhor direção de fotografia, melhor direção de arte, melhor montagem e melhor som. São:

 

- A Busca (produção da O2 dirigida por Luciano Moura)

 

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- Faroeste Caboclo (filme finalizado pela O2)

 

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Concorrem ao prêmio de Melhor Direção de Fotografia para curta-metragem:

 

 - O Amuleto do Dragão (fotografia de Bruno Tiezzi, com direção de João Andrade que contou com apoio e foi finalizado na O2)

 

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- Preto ou Branco (que foi fotografado por Quico Meirelles e Cauê Laratta e é dirigido por Alison Zago. O curta foi finalizado na O2 e a pós produção de som também foi realizada na produtora)

 

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O PRÓXIMO FILME DE ADRIANO GOLDMAN

Adriano Goldman, amigo e parceiro da O2 é o fotógrafo brasileiro mais requisitado no mercado internacional. Entre 2010 e 2013 realizou 7 longas com diferentes diretores, consolidando sua carreira.

 

Diretor de fotografia de produções brasileiras como Xingu, Som e Fúria, Cidade dos Homens, O Ano em que Meus Pais Saíram de Férias, Adriano ainda consegue encontrar disponibilidade para trabalhos na publicidade entre os períodos de trabalho fora do Brasil.

 

Adriano filmou entre 2010 e 2013 com os diretores Tony Goldwin, Cary Fukumaga, Robert Redford, Fernando Meirelles, John Cowly, John Welles e Stephen Daldry.

No vídeo abaixo, Adriano conta para o site sobre seu próximo filme. Não deixe de assistir.

 

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RÉVEILLON - FINAL DOS PREPARATIVOS

O novo longa realizado pela O2, Réveillon, começará a ser filmado em 14 de abril nos estúdios da produtora em São Paulo.

 

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Estão ocorrendo os últimos ensaios com todo o elenco, a conclusão da decoração dos cenários, os trabalhos do departamento de fotografia e as provas finais de caracterização e maquiagem dos personagens.

 

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A direção do filme é de Fabio Mendonça, com arte de Cassio Amarante e fotografia de Marcelo Trotta. Réveillon é uma comédia baseada no livro O Banheiro, de Pedro Vicente. O roteiro é de Claudia Jouvin. Ilustra a nota fotos dos cenários em montagem em Cotia.

 

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TRASH POR ADRIANO GOLDMAN

Trash, o longa que a O2 co produziu no segundo semestre de 2013 com as produtoras Working Title, Peapie Films e  Universal Pictures e que foi filmado no Rio de Janeiro está em finalização em Londres.

 

O filme é baseado no livro homônimo de Andy Mulligan e conta a história de 3 jovens residentes em um lixão e tem no elenco Martin Sheen, Rooney Mara e os brasileiros Wagner Moura, Selton Melo e três jovens escolhidos através de pesquisa: Rickson Tevez, Eduardo Luis e Gabriel Weinstein.

 

A direção é de Stephen Daldry com arte de Tulé Peak e fotografia de Adriano Goldman que acaba de voltar de Londres, onde foi fazer a correção de cor do filme.

 

Adriano contou para o site sobre seu trabalho com Daldry,  as escolhas e a satisfação pelo resultado. Veja no vídeo:

 

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NEXTEL - THIAGO SILVA

Confira o novo filme produzido para o cliente Nextel, através da agência Loducca.

 

 

Thiago Silva foi dirigido por Alex Gabassi, com direção de fotografia de Ricardo Della Rosa, montagem de Marcio Canella e finalização de Lívia Portugal. A pós é da O2.

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SKOL - TESTE DE INGREDIENTES

Confira o novo filme produzido para o cliente Skol, através da agência F/Nazca Saatchi & Saatchi.

 

 

Teste de Ingredientes foi dirigido por Paulinho Caruso, com fotografia de Ralph Strellow, direção de arte de Marcos Carvalheiro, montagem de Rodrigo Menecucci e Fernando Stutz, e finalização de Tomás Pastén. A pós é da O2.

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FUN DIRECTORS!!

Registrar os bastidores das filmagens com uma foto que parece uma capa de CD continua na moda entre a turma da O2. Veja aí a "nova capa" com os diretores Fernando Meirelles e Quico Meirelles em Londres num intervalo de filmagem.

 

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O2 NA SXSW - POR RICARDO LAGANARO - 5

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Quinto relato de Ricardo Laganaro

 

- The maker age: enlightenment views on science and arts 

Adam Savage

 

Bem mais sério do que estamos acostumados a ver no "MythBusters", Adam Savage fez uma apresentação intensa, discordando veementemente do senso comum sobre arte e ciência.

 

O primeiro "mito" que quis combater é o de que são duas atividades opostas. Pra ele, ambas dizem respeito à curiosidade. Lembrou dos artistas do Renascimento que também eram cientistas, e os argumentos que usou lembraram tanto o discurso de Neil deGrasse sobre ciência, quanto o de vários "artistas" do festival, além de teóricos e historiadores da arte. Citou um estudo onde monitoraram o cérebro de artistas e cientistas enquanto realizavam ações nas suas respectivas especialidades, e as mesmas áreas do cérebro apresentaram atividade intensa.

 

Outro senso comum que Savage quis derrubar é o de que as duas áreas são distantes das pessoas "comuns". Foi criado numa casa de artistas e desde criança aprendeu o ditado : "eu não sei nada sobre arte, mas sei do que gosto". Assim como o Neil Tyson acha que o problema da falta de interesse popular nos dois assuntos está na forma em que são ensinados. A partir do momento em que uma pessoa acha que não entende algo, começa a se afastar daquilo.

 

Para exemplificar a ideia, lembrou dos esportes : tem muita ciência envolvida e as pessoas aprendem a gostar daquilo de uma forma próxima, a ponto de que qualquer fã cria teorias e hipóteses sobre os esportes preferidos.

 

Como artista (mais uma vez lembrando o discurso do Austin Kleon e também do Ira Glass), disse que o mais difícil na criação artística é a motivação pra continuar trabalhando quando se chega num certo momento em que se considera o trabalho péssimo. Na maioria das vezes, quando passa desta fase, acaba valendo a pena.

 

Da mesma forma que as pessoas se afastam de algo, quando acham que não entendem daquilo; quando conseguem olhar um assunto de perto, observam padrões surgindo, e é aí que começam a entendê-lo e apreciá-lo.

 

No final das contas, a palestra se relacionou indiretamente com a forma de pensar da maioria dos palestrantes do festival, sempre muito fascinados nas pequenas nuances ligadas aos seus processos, muito mais do que nos resultados finais.

 

 

- Kesay Neistat Keynote  

 

Kesay Neistat faz "vídeo-crônicas" que começaram a ficar famosas no começo da década. Nos últimos 3 anos, seus vídeos tiveram mais de 50 milhões de visualizações (alguns deles entraram para a série Op-Docs do NYT - canal do jornal no Youtube que vale a pena olhar com calma). Também escreve e dirige uma série na HBO.

 

Logo após levar uma multa de 50 dólares por estar fora da Bike Lane, Kesay fez este vídeo, que acabou sendo seu primeiro grande sucesso :

 

https://www.youtube.com/watch?v=bzE-IMaegzQ&list=TLKOK_LzBLYKGmknDThnQbcCAs1vpRiqvG

 

O filme fez tanto barulho, que o diretor conseguiu uma audiência com o prefeito de NY para discutir o assunto. A partir daí, começou a ser contratado pra fazer filmes para grandes empresas. O vídeo que "sacramentou" a carreira bem sucedida foi o do lançamento do Nike Fuel, cujo orçamento foi inteiramente  gasto numa viagem de volta ao Mundo em 10 dias. Até a data do festival era o vídeo produzido pela Nike com mais views em toda sua história.

 

https://www.youtube.com/watch?v=WxfZkMm3wcg

 

A forma de pensar retrata bem a história de Neistat. Foi pai aos 17 anos, morava em um trailer e era lavador de pratos. Herdou uma VHS da mãe e o irmão tinha um iMac. Seus primeiros filmes eram horríveis, mas o sentimento "de ter feito algo" era o principal motivo para continuar produzindo. Esta realidade o fez ser adepto à filosofia do "ganhar dinheiro pra fazer filmes, e não o contrário", até o momento em que chamou tanta atenção a ponto da lógica se inverter.

 

Se recusa a monetizar seus filmes no youtube, porque não considera esse o seu negócio. Não quer atrapalhar a experiência das pessoas que assistem seus filmes. Se alguém quiser pagar pra ele fazer um, aí sim vai ganhar dinheiro com isso.

 

Tem um pensamento pouco comum  sobre fazer filmes:  "as ideias estão por aí. Todo mundo tem o tempo todo. Ideias são supervalorizadas. Execução é o que importa".

 

Quando abriu o keynote para as perguntas do público, acabou ficando num tom mais pessoal, mas ainda citou duas frases interessantes :

1) Sorte é quando oportunidade encontra preparação. 

2) Ação expressa prioridades.

 

 

- Can digital game publishing show us the way?

 

Os produtores de games independentes já encontraram algumas formas de produzir (crowdfounding) e distribuir jogos totalmente desvinculadas dos grandes fabricantes e distribuidores.

 

Existem "players" no mercado que são plataformas de distribuição e divulgação, como o: http://store.steampowered.com.  Só que, ao contrário dos distribuidores de filmes, estes canais acabam fazendo o papel de boas editoras ou selos, e se tornam conhecidos pelo público interessado.

 

Uma das grandes dificuldades em se fazer o tipo de comparação que o tema da palestra se propõe está ligada ao fato de que o game é um "ponto de partida". A brincadeira começa e é praticamente infinita depois da compra (principalmente nos jogos online). Já nos filmes, depois que você compra e o assiste uma vez, ele "acaba".

 

Até por conta desta característica, todos concordaram que os games são propícios à criação de uma comunidade ao seu redor, e isto acaba facilitando o sucesso da venda direta do produtor para o usuário. (dando uma busca rápida no Steam, vi que mais de 244 milhões de pessoas colaboram com conteúdo em discussões, fóruns e afins, na sessão "community" do site). Cria-se, portanto, um enorme interesse em conteúdo realmente especializado. Nos EUA, é muito maior o número de blogueiros profissionais especializados em games independentes (com uma legião de leitores "praticantes") do que em cinema independente, por exemplo.

 

Enquanto os filmes independentes contarem apenas com festivais para serem divulgados, dificilmente terão sucesso, já que é um público muito restrito que frequenta este circuito. 

 

Um pensamento interessante foi destacado: os filmes indies ainda dependem de celebridades pra aparecer. E aí, entram no mesmo modelo dos filmes grandes, só que com muito menos poder de fogo. É preciso pensar em outra estratégia.

 

Não sabem bem a fórmula, mas acreditam que se conseguirmos criar um site/fórum/plataforma de venda que faça os interessados em filmes indies se encontrar, criando uma comunidade, aí sim pode-se aumentar a chance de se vender filmes diretamente ao público, e ser bem sucedido.

 

Comentaram de um site novo chamado https://www.vhx.tv/ . Entrei pra dar uma estudada e é muito fácil de se cadastrar e colocar um filme à venda. O site cobra 10% + 50 centavos por venda e só. É bem bacana porque parece resolver de uma forma muito simples a vida de quem quer vender um filme diretamente. Mas, ainda falta um "canal" ou algo do tipo, que fale sobre os filmes que estão lá para um usuário interessado. Este o "gap" que eles comentaram (criar a tal comunidade em torno dos indies). O VHX cita apenas o site do próprio filme como forma de divulgação, e isto ainda parece ser muito pouco pro formato funcionar.

 

Pra resolver a questão abordada no início (os games se tornam um serviço e os filmes são "estáticos"), pensam em formas de fazer as pessoas se relacionar com os filmes depois de os assistirem. Os games fazem isso com o DLC (downloadable content - conteúdo adicional pago que aumenta, de alguma forma, a "graça" do jogo depois da primeira compra). No caso dos filmes, desde o princípio teriam que ser pensados pra isso. Seja com side-stories, spin offs e também Q&A diretamente do público com diretores, atores e equipe, e por aí vai. Qualquer material que faça os fãs voltarem a conversar e discutir sobre o filme aumentará a chance dele aparecer mais. 

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PRÊMIO FIESP/SESI SP 2014-04-03

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A O2 está representada na 10ª edição Prêmio FIESP/SESI SP de cinema. A trilha sonora do longa A Busca, realização de Beto Villares foi premiada.

 

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O prêmio de Melhor Curta Metragem foi para Preto e Branco dirigido por Alison Zago que é da equipe de Nuke da pós-produção da O2.

 

A fotografia do curta é de Quico Meirelles e Cauê Laratta. Preto e Branco foi finalizado pela O2. A pós-produção de som foi feita pela O2 Som, comandada por Alan Zilli, em parceria com o Kiko Ferraz Estúdios e a Full Mix Estúdios. A trilha musical é de Matheus Leston.

 

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CIDADE DE DEUS E RUSSELL CROWE

Em 02/04/14 Russel Crowe, declarou no Rio de Janeiro:

Um dos meus filmes favoritos é o brasileiro, 'Cidade de Deus'. Ele está na minha lista dos melhores filmes de todos os tempos. Acho que é um país fascinante e que se a história certa aparecesse, seria um privilégio filmar aqui.

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NEXTEL - MAYA/MATEUS

Confira os novos filmes produzidos para o cliente Nextel, através da agência Loducca.

 

 

 

Maya e Mateus foram dirigidos por Alex Gabassi, com fotografia de Ricardo Della Rosa, montagem de Marcio Canella e finalização de Lívia Portugal. A pós é da O2.

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VIVO - CADEIRA 13

Confira o novo filme produzido para o cliente Vivo, através da agência Y&R.

 

 

Cadeira 13 tem direção de Quico Meirelles e Fernando Meirelles, com fotografia de Ricardo Della Rosa, arte de Marina Matsui, montagem de Marcelo Junqueira e finalização de Priscilla Paduano. A pós é da O2.

275 visitas
O2 NA SXSW - POR RICARDO LAGANARO - 4

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Quarto relato de Ricardo Laganaro

 

- A Conversation com Jon Favreau (diretor do Homem de Ferro 1 e 2)

 

Depois de anos envolvido em projetos gigantescos, Jon Favreau estava no Festival para lançar "Chef", um filme independente produzido, estrelado, escrito e dirigido por ele (com Scarlett Johansson, Robert Downey Jr. entre outros), que conta história de um chefe de cozinha entrando em parafuso depois de trabalhar por anos para um  grande restaurante que repete as mesmas fórmulas há anos para agradar ao público. Abrindo mão do conforto, ele se demite e monta um food truck de comida cubana com um amigo para redescobrir sua paixão pela culinária. Qualquer paralelo com a realidade do diretor não pareceu mera coincidência … 

 

Até por conta do clima do festival, Jon Favreau começou o papo falando sobre "social media". Disse que demorou pra entender que, para um jovem, um comentário na internet é como uma frase escrita na parede de um banheiro público: não tem relevância. Os mais velhos ainda acham que o comentário deveria ser levado a sério, como se fosse uma pessoa entrando na sua frente e gritando na sua cara.

 

Sobre o sucesso do Homem de Ferro, acredita que boa parte vem do fato de ser inesperadamente cômico. Para Favreau, é mais fácil colocar humor num filme que não se espera isso, do que numa comédia de fato. Segundo ele, os executivos só perceberam o lado cômico do filme nos primeiros screenings, e acabou sendo uma ótima surpresa.

 

Sobre o trabalho de diretor, acredita que sua grande função é ditar o tom do filme. É nisso que ele sempre tem que estar pensando. E pra ele, é assim que se avalia o seu trabalho.  

 

Indo de encontro ao que disse o Jason Blum, tem a seguinte leitura sobre o cinema americano atual : os grandes filmes de estúdio visam o mercado adolescente. Os filmes pequenos, independentes (nos moldes do que o Jason Blum faz, e o próprio "Chef") estão encontrando formas de aparecer mais para o grande público, mas está se criando um vácuo pra filmes de médio orçamento com temática adulta (que são a maioria dos filmes "para Oscar", inclusive). Parece que esse segmento está migrando pra a tal nova "era de ouro da TV".

 

Concordando com Marc Webb, disse que muitas vezes escolhe um projeto por conta do processo. Alguns de seus grandes amigos atores nem assistem aos filmes prontos. Por muitas vezes, interessa mais saber quem vai fazer o filme, quem estará na equipe e por aí vai.

 

Dica boa de roteiro que aprendeu batendo uma bola com o pessoal da Pixar: Você pode colocar quantas coincidências quiser pra te ajudar a contar uma história, desde que elas sejam ruins pro protagonista. Se forem boas, o público se sente enganado.

 

Nota pessoal: Assim como no caso do Marc Webb, no Puff Daddy, no Neil Young e outros "grandes", achei impressionante o interesse real (incluindo comigo após o fim da palestra do Webb) em ouvir a opinião e as perguntas do público. Talvez por saber que no festival não vão simples fãs, mas pessoas da área, ele realmente quis saber o que as pessoas estão pensando, e respondeu com muito cuidado todas perguntas.

 

 

- Wearables & beyond with Shaq (Shaquille O'Neal)

 

Wearables ("computadores de vestir", aparelhos que podem ser usados sob, com ou por cima da roupa) foi um dos temas mais falados em todo festival e como, além da área médica, o esporte está na linha de frente pro desenvolvimento deste tipo de produto, a palestra parecia ter um ótimo potencial. Porém, logo na primeira pergunta - "O que mudou na sua vida depois que você deixou de ser um atleta profissional?" -  seguida da brilhante resposta - "Tomo muito mais Ciallis",  deu pra perceber que nem o Shaq, nem o entrevistador tinham se preocupado em preparar uma palestra à altura do festival. Virou uma espécie de bate-papo de botequim, sempre dando margem pra piadas bobas, e acabou sendo um dos grandes micos. Falaram o óbvio do óbvio sobre o Nike Fuel e que os filhos do Shaq amam o Google Glass. 

 

Pra falar um pouco melhor sobre o tema: não foi dito nessa palestra, mas o que mais se ouviu pelo festival é que os wearables parecem ter sua função já entendida na área médica (para doentes que precisam monitoramento constante) e isto está sendo desenvolvido. Porém, para o entretenimento e comunicação ainda parece ter um grande vácuo. Enquanto não existirem apps que façam os Google Glass da vida serem úteis e/ou divertidos no dia-a-dia, eles continuarão sendo só uma curiosidade tecnológica. Cabe aos desenvolvedores (de aplicativos e de conteúdo) criarem produtos para que a popularização do wearables aconteça, e os fabricantes já estão estimulando muito essa iniciativa.

 

 

- TV or not TV : defining networks in the digital age

 

John Skipper Pres. ESPN , co-chairman Disney Network
Kevin Conroy -  Pres. Univision (maior cadeia de TV para audiência latina nos EUA)
Paula Kerger - Pres. PBS (rede de TV pública)
Brian Stelter - apresentador (jornalista especializado da CNN, ex-NYT)

 

Outro painel com bem mais questionamentos do que certezas. 

 

Logo na sua primeira declaração sobre "o que é TV", John Skipper deu o tom, respondendo que na ESPN baniram a palavra TV e a trocaram por TELA.

 

Os outros dois convidados concordaram e também não hesitaram em afirmar que o conteúdo das suas redes continuará sobrevivendo em qualquer outra tela, desde que continue sendo interessante para o espectador.  

 

John Skipper ainda fez questão de pontuar que a tecnologia já existe e que, se quisesse, poderia colocar a ESPN pra rodar nos celulares e tablets de graça. Porém, há uma questão séria de negócio, uma vez que com essa decisão entraria em conflito direto com as distribuidoras de TV a cabo que (ainda) pagam fortunas pra ter os canais na programação.

 

Respondendo uma das perguntas do público, chegaram a especular que as próprias distribuidoras de conteúdo a cabo poderiam criar os mesmos "bundles" de canais de assinatura, só que para a internet. Assim como na TV, o usuário pagaria pra ter a programação na web. Mas nenhum deles chegou a uma conclusão sobre o assunto, pois preferem que essa questão fique nas mãos dos distribuidores. O negócio deles, dizem, é produzir conteúdo.

 

Comentaram sobre um "efeito colateral" da internet que pode fazer a hipótese acima não parecer tão maluca. Há 10 anos atrás, quando muito se comemorava o fato da internet ter todo conteúdo disponível ao alcance de todos, não se pensou que o excesso de oferta acabasse virando um problema pro usuário comum: "como encontrar minha programação preferida?" Então seria com o papel de curador que os canais de TV ainda manteriam certa importância.

 

Um dos grandes problemas pra se negociar a distribuição pela web é que ainda não tem como se medir audiência. Segundo eles, até o final do ano a Nielsen começará a marcar audiência de celular e tablets (pros programas sendo transmitidos ao mesmo tempo pra TV tradicional). Só assim começa a existir a possibilidade de se monetizar o conteúdo visto por esses aparelhos.

 

Pelo menos nos EUA, eles acreditam que as TVs locais ganharão força transmitindo conteúdo extremamente regionalizado para suas cidades. E até por crer nessa regionalização, John Skiper contou sobre o lançamento da ESPN3, que irá transmitir apenas jogos universitários. Explicou que todo jogo universitário ocorrido nos EUA será transmitido e, portanto, todas as famílias poderão acompanhar o desempenho dos seus parentes. Isso também é possível graças ao enorme barateamento da tecnologia de captação.

 

A presidente da PBS disse também acreditar numa volta moderada ao interesse por programas ao vivo.

 

Curiosidade  : eu estava no iTunes Festival para o show do Soundgarden (transmitido ao vivo pelo iTunes e que depois fica disponível no AppleStore), e um bêbado tentou começar uma briga com dois americanos ao meu lado. Os dois ficaram impassíveis levantando as mãos e apontando para o brigão, até que chegaram os seguranças e o levaram embora. Fui conversar com um dos rapazes e uma das primeiras coisas que ele me disse foi : "Man! We're on live TV right now! I don't wanna fight!". Ou seja, em um evento que só vai aparecer pela internet (ou na TV através do AppleTV) o fato de estar sendo gravado e transmitido fez o cara falar pensar desta forma e até verbalizar "ao vivo na TV". Achei divertido, pois reforça a percepção dos três palestrantes de que TV vai continuar sendo TV em qualquer tela.

 

- Can we beat Pixar and DreamWorks from Argentina?

Diego Rosner (executive producer)

 

Palestra sobre o filme de animação argentino chamado METEGOL, o maior lançamento da história da Argentina ( US$ 774 mil no primeiro fim de semana ). Também já foi lançado em mais de 70 países e ainda estão fechando distribuição nos países de língua inglesa.

 

Diego Rosner abriu a palestra respondendo a pergunta : "é óbvio que não. Obrigado pela presença de todos." Depois dos risos, começou a destrinchar o processo de produção do filme.

 

Foram dois anos de desenvolvimento, incluindo um piloto que demorou seis meses para ser feito já com o diretor Juan Jose Campanella - vencedor do Oscar com "Os Segredos dos Seus Olhos - envolvido no projeto.

 

Depois de enfrentarem alguns pitchings com o piloto, conseguiram uma co-produção na Espanha que totalizou um orçamento de US$ 20 milhões. A partir daí o processo de produção durou mais três anos, envolvendo um total de 500 profissionais (de 16 nacionalidades diferentes), baseados em Buenos Aires.

 

Foi preciso alugar, reformar e mobiliar um prédio a fim de atender as necessidades de um projeto deste porte. Uma das maiores dificuldades para os produtores foi encontrar profissionais que criassem o pipeline (basicamente como é o fluxo de trabalho dentro da produção 3d). Precisaram de parcerias com empresas estrangeiras e contratar profissionais que já tivessem trabalhados em grandes produções como leads da maioria das funções (incluindo o diretor de animação que já havia feito vários projetos na Disney).

 

O story board demorou nove meses pra ser feito e, por restrições orçamentárias, tiveram que começar a produção sem ainda ter terminado todo animatic (o que não era o planejado, mas foi inevitável).

 

Assim como no Brasil, não foi difícil encontrar profissionais talentosos, porém praticamente todos eram generalistas. Precisaram mudar este perfil, especializando todos profissionais e também criaram uma escola de animação para formar novos artistas.

 

Começaram o projeto planejando o render em Mental Ray, mas viram que o Arnold parecia ser uma opção melhor, chamaram o fabricante para ser parceiro no projeto e conseguiram implantar o software. Esta mudança foi crucial pra completarem o filme na qualidade desejada.  Inicialmente tinham por volta de 300 nodes de render e no final do projeto chegaram a 1545 nodes (boa parte feita em cloud render espalhado pelo Mundo). 

 

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